segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Suffragette [Suffocant] City – Colagens (5)

Suffragette [Suffocant] City
(Mais uma à David Bowie / Seu Jorge)

Lady Stardust - Rebel, rebel...
Ziggy Stardust – solitário Starman…
Sufocados d’amor em Suffragette City 

F.
BULA:
Suffragette City

[...]
Ei man, não há mais quem se importa
Ei man, segura a onda malandro
Você que se engana pensando estar me enganando

Pra mim está tudo bem
Você vai ou quer que eu fique
Para Suffragette City

Lady Stardust

Quando chover, flores lindas vão crescer de vez
E vem o sol fazer ficar tudo bem
Se vai combinar com o jeans, já isso eu não sei
Lady Stardust no seu mundo
Quero ser seu rei

E ser um bom pai
Tirar sua tristeza
E ser um bom pai
Viver a natureza

E ser um bom pai
Ficar em paz querer mudar pro time do bom pai
Pai bom

Agora eu não sei se é certo que eu me sinta assim
Por outro lado eu sei que não é o fim
Só quero te dar prazer, isso eu sei
Lady Stardust no seu mundo
Quero ser seu rei

E ser um bom pai
Tirar sua tristeza
E ser um bom pai
Viver a natureza

E ser um bom pai
Ficar em paz querer mudar pro time do bom pai
Pai bom

Não ve me faz
Eu te amo, foi voce quem fez
Querer ser um bom pai
Tirar sua tristeza
E ser um bom pai
Viver a natureza

E ser um bom pai
Ficar em paz querer mudar pro time do bom pai
Pai bom

Rebel, rebel

Você não sabe se vai ou vem
Pouco me importa se o dinheiro é seu
[...]

A maquiagem vai desmanchar
Para o seu medo aparecer
Zero a zero, agora eu vou
Você deu mole então eu marco um gol

[...]

Ziggy Stardust

Eu não sei pintar
eu não vi o seu filme
não sou de jogar
não bebo em pé
não frenquento barra

Assim me sinto bem
não devo a ninguém
e eu não vou mudar
vou ficar com meu time
não vou misturar
cachaça e café
só pra te agradar

Assim me sinto bem
não devo a ninguém
meu instinto não falha
nega abaixa essa saia ia ia ia
gente assim se atrapalha
eu já quase morri de fome
mas hoje estou bem

Eu só sei tocar guitar...

Starman


[...]
São quatro ciclos no escuro deserto do céu

Quero um machado
Prá quebrar o gelo
Oh! Oh!
Quero acordar
Do sonho agora mesmo
Oh! Oh!
Quero uma chance
De tentar viver sem dor...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar
[...]

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul...

[...]
Desculpe estranho
Eu voltei mais puro do céu...

[...]

domingo, 11 de novembro de 2012

Life On [The Desert] Mars? – Colagens (4)

Life On [The Desert] Mars?
(à David Bowie / Seu Jorge)

Quicksand – não é para mim
Five years no deserto
É coisa p’ra Rock’n’Roll Suicide

F.
BULA:
Colagens (4), (5) e (6)

As Colagens (4), (5) e (6) são feitas sobre as músicas do disco The Life Aquatic de Seu Jorge, que por sua vez são também uma espécie de "colagens" - ou melhor, apropriação de canções de David Bowie. Preto no Branco. Nas colagens, tanto nos versos quanto nos títulos eu me aproprio do nome das canções de Bowie, assim como fez o Jorge, genialmente. 

Life On Mars

Muitas vezes o coração
Não consegue compreender
O que a mente não faz questão
Nem tem forças pra obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
Se o futuro assim permitir
Não pretendo viver em vão

Meu amor não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte

Então, vem cá me dá a sua língua
Então vem, eu quero abraçar você
Seu poder vem do sol
Minha medida
Meu bem, vamos viver a vida
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars

Quicksand

Mais uma vez ter que mergulhar
Descer ao fundo tentar encontrar
O sonho que eu perdi
Correntes fortes em todo o lugar
Mudando tudo quando tudo está no tom pra ter um fim
 [...]
 As ilusões sempre a me perseguir
Não tem ninguém pra me ajudar a sair do fundo que eu não quis
Eu sei que o mundo nao pode esperar
Enquanto isso não posso enxergar a um palmo do nariz

Não acho que seja normal
Minha mente me fazendo mal
[...]
Deu formiga no mel
Maribondo e cupim
Que que eu vou fazer de mim
[...]

Five Years

Muito tempo eu fico
A viver pelos mares [Desertos]
[... ]
E por isso agora
Que eu cheguei aqui
Nada vai me tentar a fazer desistir
[...]

Eu estou nesta trilha
E Não sei quanto tempo faz

Eu não vejo sentido
Mais nos meus ideias
E agora que eu fiz um acorde maior
Pra cantar pra você
Minha angústia e dor
Não me deixe aqui
Sem carinho e só

Venha viver comigo
Venha ser meu amor

Porque eu não vivo há
Five years
Quase não vi nada nesses
Five years
Estar no mar azul é meu viver há
Five years
Ir de norte a sul é minha sina há
Five years

Rock'n'Roll Suicide

Você pega um cigarro
E põe na boca
Entre os seus dedos vai estar outro cigarro
A sua chama está ardendo de saudade
Ou ou Ou
Você é um rock n' roll suicide

Você está velho para se perder
E muito novo para morrer
E quanto tempo
Está ardendo na cidade
Você não come, não tem fome
Isso é verdade
Ou Ou Ou
Você é um rock n' roll suicide

Você tem medo
Mas, avança o sinal
E não percebe que o sol apareceu
Enquanto pode se esconder
Na sua casa você não vai ver
Que o que importa é que você não está só
Oh não, você não está só

Eu não vou deixar nem mesmo se você quiser
Venha me ver
O sol vai se pôr
E eu vou está outra vez perto de você
Oh meu amor você não está só
Estou aqui para te proteger
Vamos viver pelo nosso bem
Só nós dois, não importa mais ninguém
Oh meu amor, já está partindo o trem
Do coração
Já esta partindo o trem
Do coração
Uh Uh Uh
Wonderful
Give me your hands
Give me your hands
Wonderful
Give me your hands

sábado, 10 de novembro de 2012

O Violonista

O Violonista

Diariamente
Ensina aos dedos ébrios
Os caminhos de volta p’ra casa

F.
BULA:

Guitarra Mía

Sólo tú, guitarra mía,
sabes de mis sentimientos,
alegrías y dolores
que llevo dentro del pecho.
Sabes de mis sinsabores,
esperanzas y temores,
y de las horas
de soledad.

Sólo tú, guitarra mía,
sonreís y lloras conmigo,
- entre tú y yo no hay secretos,
sabes muy bien de mis miedos,
mis sueños y mi pasión.

Sólo para ti desnudo
mi alma, mi emoción
- tus cuerdas son afinadas
en el tono de mi corazón.

Eloah Borda

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Homem-objeto [Plaything]

Homem-objeto [Plaything]

Ingênuo-carente acenei white flag
Tapei os olhos para a red flag
Bad trip - fui só um snack!

F.
BULA:

- Eu fui usado... fui homem-objeto!
- Todos vocês são, meu filho.

Sabedoria materna - não se discute.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Só beijo

Só beijo

Solfejo em bocca chiusa 
Todo nosso desejo 
Testas coladas: você hesita - sobejos

F.
BULA:

"Onde sobeja a água, falta o gosto"
Provérbio Português

No bom populacho: 
Cala a boca e me beija!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Devassa[dor]a - Ousadias (4)


Devassa[dor]a

Uma saudade devassadora
Dos beijos despudorados
Dos corpos lascivos entrelaçados

Que não descolam sequer sob o olhar sagrado das freiras

Uma saudade devassadora
Das ousadias, danças, shows
Das feijoadinhas e inúmeros voos

De aeroporto em aeroporto - estômago redemoinho - na boca: beijo e coração

Uma saudade devassadora
Das prosas intermináveis
Dos segredos inenarráveis

Dos cigarros incontáveis: fumante ativo - fumante passiva: saudáveis!

Uma saudade devassadora
Dos pés gelados no inverno
Procurando um mimo terno

E da pele quente sempre - quarenta graus ardentes - nas quatro estações

Uma saudade devassadora
Do filhote tão desejado
Do casamento mal planejado

Do apartamento sonhado - num bairro bonito em Porto Alegre

O casamento [não] aconteceu
O filhote [ainda] não nasceu
O apartamento: “aluga-se”

E a coreografia na loja de departamentos - devaneio docemente lúcido

Uma saudade devassadora
Ainda esperançosa 
É mais que prosa:

Verdadeira - é pura, justa, nua e crua - de quem sempre foi “Sua D”ama - [A cura]

F.
BULA:

Ousadias (4) - Devassa[dor]a

Sobre a forma: a mesma usada em Loja De Departamentos [http://pilulapoetrix.blogspot.com/2012/09/loja-de-departamentos-ousadias-2.html]


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Versinhos

Versinhos
(àquele cantor)

Meus versos são fracos
E tão ordinários - débeis
Quanto vers[ilos]

F.
BULA:

"Eu adoro andar no abismo
Numa noite viril de perseguição
Saltando entre os edifícios
Vi você!
Em poder de um fugitivo
Que cercado pela polícia
Te fez refém
Lá nos precipícios
Foi paixão à primeira vista"

Desde criança sempre quis ser Homem-Aranha [quero até hoje - segredo], mas... ah vá! Francamente...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A Violista

A Violista

Attacca! o compasso atravessado...
Violou - ritardando a tempo
A Coda: sem ritornello

F.
Rene Reder - Violist

BULA:
Gyorgy Liget
Viola Sonata - I. Hora Lunga

domingo, 4 de novembro de 2012

A Florista

A Florista

Fim do dia - todas rosas vendidas
Fez alguns trocadinhos...
De gorjeta - espinhos

F.
BULA:
Chiquilín de Bachín
Astor Piazzolla / Roberto Goyeneche

Por las noches, cara sucia
de angelito con hollín
vende rosas en las mesas
del boliche de Bachín
si la luna brilla
sobre la parrilla
come luna y pan de hollín

Cada día en su tristeza
que no quiere amanecer
lo madruga un seis de enero
con la estrella del revés
y tres reyes magos
roban sus zapatos
uno izquierdo y el otro también

Chiquilín, dame un ramo de voz
así salgo a vender
mis vergüenzas en flor
baleame con tres rosas
que duelan, a cuenta
del hambre que no te entendí
Chiquilín...

Cuando el sol pone a los pibes
delantales de aprender
él aprende cuanto cero
le quedaba por saber
y a su madre mira
yira que te yira
pero no la quiere ver

Cada aurora, en la basura
con un pan y un tallarín
se fabrica un barrilete
para irse y sigue aquí
es un hombre extraño
niño de mil años
que por dentro
le enreda el piolín

Chiquilín, dame un ramo de voz
así salgo a vender
mis vergüenzas en flor
baleame con tres rosas
que duelan, a cuenta
del hambre que no te entendí
Chiquilín...

sábado, 3 de novembro de 2012

Adiós, Dieguito Amigo [Hommage] - [re-post]

[re-post]


Acabei de ver o novo filme do Tim Burton, "Frankweenie", Eis o motivo do [re-post]. Chorei p'ra caraleo... Lembrei do Diego. Chorei por ele e por muitas outras coisas...
...revelações...

...

"Um dia nos daremos conta: 
Que não choramos nossas saudades
Que não choramos a perda que tivemos
Mas que choramos tudo o que não será"

...


Adiós, Dieguito Amigo

Dieguito amigo...

Perro niño y loco – insano
Como a la Vida, a él también le encantaba morder talones
De todas las razas, tamaños, colores y sabores
A mi tambíen los mordió, y asimismo lo extrañaré

Dieguito amigo...

Que los talones em tu cielo particular
Sean suaves y blandos como las nubes
Que sean dulces y suculentos - de dar gusto
Como el amor que siempre tendremos por vos 

Dieguito amigo...

F.
BULA:

Não é um poetrix... obviamente. É uma homenagem a um amigo querido que hoje se vai 
- e sua loucura deixará saudades. 

Diego era um cão de rua, maltratado como muitos de nós. Teve seus calcanhares mordidos pela vida [essa cadela sarnenta] incontáveis vezes, e talvez por isso se sentia no direito de morder alguns calcanhares alheios vez ou outra - sua vingança pessoal. Fora acolhido, salvo. Sujo, encharcado e doente, tirado das ruas, ganhou casa, comida, carinho e amor. Recebeu o maior amor que eu já conheci - o mesmo que recebi inúmeras vezes.

Minha D., "O amor é quando a gente mora um no outro" - em todas as horas estarei para você.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Jogo Dos Pés

O Jogo Dos Pés

O placar: 34 x 43
Sempre deu encaixe
Prorrogação: desempate

F.
 BULA:

Empate... Desempate... Prorrogação... Penalidade máxima!
No jogo da volta - os pés se reencontrarão...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Pós

Pós

Mestre - título e honrarias!
Ganhei um canudo:
Perdi dois anos de nossas vidas...

F.
BULA:


E o que sobra a-Pós?