Vestígio Matutino
Por um tanto que dura um sonho
Ela brincava: deleite e farra
Deliciando lembranças
F.
domingo, 19 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Praesagium
Praesagium
...e todo passado que sentes por mim é presságio:
Reminiscências - destino vind'ouro
Volvendo em adágio
F.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Praeambulum
Praeambulum
Perambula em princípio
Flana, rodeia o precipício
Feito alma, vaga ,amarga o velho vício
F.
BULA:
Perambula em princípio
Flana, rodeia o precipício
Feito alma, vaga ,amarga o velho vício
F.
Preâmbulo
Do latim: Praeambulum
1) Que caminha na frente; que precede
2) (Derivação: por extensão de sentido) palavreado vago que não vai diretamente ao fato
terça-feira, 17 de junho de 2014
Praeludium
Praeludium
Perambulando
- lúdico
O lúcido
presságio - vem
Em tempo - transíto em fim
F.
BULA:
Prelúdio
Do latim: Praeludium
1) Exercício preliminar; primeiro passo para um certo desfecho.
2) Peça musical, escrita ou improvisada, que serve de introdução a uma composição vocal ou instrumental.
3) O que precede; o que anuncia.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
El Veneno Que Nunca Me Dejo
El Veneno Que Nunca Me Dejo
Corre en la vena resbalando
Hecho cuchillo en la carne
Cortame - y vivo.
F.
BULA:
"Odeio as almas estreitas,
sem bálsamo e sem veneno,
feitas sem nada de bondade
e sem nada de maldade."
Friedrich Nietzsche
terça-feira, 13 de maio de 2014
Soledad - Ousadias (8)
Soledad
(à Bunny)
Soledad
Entorpece
Una niña cariñosa
Que abriga
la risa
Las lágrimas
y deseos
De los
siglos que fueron
Y que vendrán
Así, sin más
Ni más
Cerrada
En si misma
Bailando oscuridad
Disipanse
los sueños todos
En nubes de
irreparable desengaño
Y por no
saber calmar el dolor
El alma en
ella falla
Así, sin más
Ni más
Por la prisa
de amar
Se queda triste
y sola!
- Alba sin
luna...
Por la afliccíon de reconocerse
Rabiosa mira a todos en la cara!
- Angel sin
rostro...
Por el anhelo de sentirse
Tranquila
hiere la carne blanca!
- Cuerpo sin
alma...
Cada dia
Una batalla
- Si no
luchas, no logras sobrevivir...
“Si veíste tu reflejo con mis ojos, querida
mía, ya no existiría soledad”
Y por pesar
se va
Así, sin más
Ni más
Por no saber
calmar
F.
BULA:
Soledad - Astor Piazzolla
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Chore-me Um Rio - Ousadias (7)
Chore-me Um Rio
Uma languida lágrima escorre
E junta a outras mil que meu pranto tece
Feito rio buscando o mar ao sul morre
E junta a outras mil de amores padece
Feito prece pra que ela não demore
Ligeira, maças abaixo outra verte
Flui a distância do rosto que sofre
Amarga a lonjura que ainda cresce
Quantas lágrimas terei de chorar
Sobre o tempo que vazou em saudade
Secou - encheu de vazio o amar?
Now you say you love me
Well (just to prove you do) cry me a river
'Cause I cried a river over you
F.
Now you say you love me
Well (just to prove you do) cry me a river
'Cause I cried a river over you
F.
BULA:
Julie London
Cry Me A River
Now you say you're lonely
You cry the whole night through
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
You cry the whole night through
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
Now you say you're sorry
For bein' so untrue
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
For bein' so untrue
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
You drove me, nearly drove me out of my head
While you never shed a tear
Remember, I remember all that you said
Told me love was too plebeian
Told me you were through with me and
Now you say you love me
Well, just to prove you do
Come on and cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
While you never shed a tear
Remember, I remember all that you said
Told me love was too plebeian
Told me you were through with me and
Now you say you love me
Well, just to prove you do
Come on and cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
I cried a river over you
I cried a river over you
I cried a river over you
I cried a river over you
I cried a river over you
sábado, 29 de março de 2014
The Un-Dead
The Un-Dead
Like a crawling ghost she comes freezing
Through the feelings fog whispering
Just to remind me:
- We're not gonna happen.
F.
BULA:
Like a crawling ghost she comes freezing
Through the feelings fog whispering
Just to remind me:
- We're not gonna happen.
F.
BULA:
An undead is a being in mythology, legend or fiction that is deceased but yet behaves as if alive. A common example is a corpse re-animated by supernatural forces by the application of the deceased's own life force or that of another being (such as a demon). Undead may be incorporeal like ghosts, or corporeal like ghouls, vampires and zombies.
...
Bram Stoker considered using the title The Un-Dead for his novel Dracula (1897), and use of the term in the novel is mostly responsible for the modern sense of the word.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Al Aire (à Paco de Lucía)
Al Aire
(à Paco de Lucía)
Al aire las cuerdas bailan: sinsabor
Vibran un lloroso tiento
En el cielo andaluz
F.
BULA:
Hasta siempre, Paco, hasta siempre.
La guitarra
Federico Garcia Lorca
Empieza el llanto
de la guitarra.
Se rompen las copas de la madrugada.
Empieza el llanto de la guitarra.
Es inútil callarla.
Es imposible callarla.
Llora monótona
como llora el agua,
como llora el viento
sobre la nevada.
Es imposible callarla.
Llora por cosas
lejanas.
Arena del Sur caliente
que pide camelias blancas.
Llora flecha sin blanco,
la tarde sin mañana,
y el primer pájaro muerto
sobre la rama.
!Oh guitarra!
Corazón malherido
por cinco espadas.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
De Aluguel - Bipolateralidades (2)
De Aluguel
(à Felipe Rey)
(à Felipe Rey)
Sangue nozóio....................Lumia a vela
Risca a faca.......................Por sete dias
Rasga degola mata...............E ora perdão
F.
BULA:
Bipolaridades
A intenção da série Bipolaridades é oferecer outras possibilidades de leitura dentro de um mesmo poetrix. Uma experiência formal.
Sangue nozóio
Risca a faca
Rasga degola mata
Lumia a vela
Por sete dias
E ora perdão
Sangue nozóio: Lumia a vela
Risca a faca Por sete dias
Rasga degola mata E ora perdão
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
¡Hasta Siempre! [Muerta-ɐʌıɅ] Bipolaridades (3)
¡Hasta Siempre! [Muerta-ɐʌıɅ]
Si lo digo ǝɹdɯǝıs ɐʇsɐɥ
Y estás viva ˙˙˙ɐıɯ ɐpɐɯɐ
¿Que significa? ıɯ ɐɹɐd ɐʇɹǝnɯ áʇsǝ ǝnb
F.
Si lo digo ǝɹdɯǝıs ɐʇsɐɥ
Y estás viva ˙˙˙ɐıɯ ɐpɐɯɐ
¿Que significa? ıɯ ɐɹɐd ɐʇɹǝnɯ áʇsǝ ǝnb
F.
BULA:
Bipolaridades
A intenção da série Bipolaridades é oferecer outras possibilidades de leitura dentro de um mesmo poetrix. Uma experiência formal.
Si lo digo que está muerta para mi
Y estás viva amada mia...
¿Que significa? hasta siempre
"La expresión hasta siempre es un forma de despedirse que se usa en situaciones en las que no volveremos a ver más a esa persona o personas.
Aún así no debe de interpretarse de forma negativa ya es una expresión que conlleva el hecho de que, aunque no físicamente, siempre se va a estar juntos como un bonito recuerdo."
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Como Disseram Os Búzios
Como Disseram Os Búzios (O Destino De Oxóssi)
[Exu]dó el sangre del cuerpo...
Oxum sangria
segue a trilha
Oxóssi
imune à morte: azedume vida
F.
BULA:
BULA:
Eu... ...Ela
Na vida é como uns dizem:
Santo de casa não faz milagres
E assim termina, sem vida,
Oxóssi sem sua Oxum,
Oxum sem Xangô,
E sem amor,
Todos
Nós
______________________________________________________________
Oxóssi
Minotauro Cabloco
Como Disseram Os Búzios
______________________________________________________________
Oxóssi
Minotauro Cabloco
Como Disseram Os Búzios
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Stardust
Stardust
Love and hope
And dreams of second chances
All vanished with an unspoken end
F.
BULA:
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Adiós, Quixote
Adiós, Quixote
...y aquel sueño dorado y dulce, Dulcinea
Aquel cuento de hadas, tan real
De tan real murió
F.
BULA:
"No final de uma caçada às lebres, ele sentiu-se exausto. Pediu que o levassem ao leito.
Dom Quixote percebeu a presença da morte. Logo os amigos chamaram um médico que, pegando-lhe o pulso, recomendou com a rude franqueza dos castelhanos que tratasse de salvar a alma, porque o corpo era de pouca valia."
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Soterrada
Soterrada
Aterrada em rotina
Sobrepesam aos ombros ruínas:
Escombros de vida - entulhos de si
Escombros de vida - entulhos de si
F.
BULA:
Radiohead
No Surprises
A heart that's full up like a
landfill
A job that slowly kills you
Bruises that won't heal
You look so tired and unhappy
Bring down the government
They don't, they don't speak for us
I'll take a quiet life
A handshake of carbon monoxide
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
Silent, silent
This is my final fit, my final
bellyache with
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises please
Such a pretty house, such a pretty
garden
No alarms and no surprises (let me
out of here)
No alarms and no surprises (let me
out of here)
No alarms and no surprises please
(let me out of here)
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
De Boca Vazia
De Boca Vazia
Famintas as juras: cruas
Promessas sem data em aniversários
Sem cartões - penúria - miguando palavras
F.
BULA:
Famintas as juras: cruas
Promessas sem data em aniversários
Sem cartões - penúria - miguando palavras
F.
BULA:
Soneto de Amor XI
Tenho fome da tua boca.. da tua voz..de teus cabelos..
E pelas ruas vou... sem comer... calado...
Não me sustenta o pão...a aurora me desequilibra...
Busco no dia o som límpido dos teus pés...
Estou faminto de teu riso resvalado..
Das tuas mãos cor de furioso celeiro,
Tenho fome da pálida pedra das tuas unhas,
Quero comer a tua pele como uma intacta amêndoa...
Quero comer o raio queimado em tua beleza,
O nariz soberano do rosto altivo...
Quero comer a sombra fugaz de tuas pestanas..
E faminto venho e vou olfateando o crepúsculo..
À tua procura... buscando teu coração ardente...
Como um puma na solidão de Quitratúe....
Pablo Neruda
quarta-feira, 6 de março de 2013
Desabitado ♥
Desabitado ♥
Te vais...................... e ..................Leva consigo
Pra sempre............... o ..................Seu pedaço
Um vazio............. ♥ ..................De mim
F.
BULA:
"O vazio é um meio de transporte
Pra quem tem coração cheio
Cheio de vazios que transbordam
Seus sentidos pelo meio
Meio que circunda o infinito
Tão bonito de tão feio
Feio que ensina e que termina
Começando outro passeio
E lá do outro lado do céu
Alguém derrama num papel
Novos poemas de amor
Amor é o nome que se dá
Quando se percebe o olhar alheio
Alheio a tudo que não for
Aquilo que está dentro do teu seio
Porque seio é o alimento
E ao mesmo tempo a fonte para o desbloqueio
E desbloqueio é quando aquele tal vazio
Se transforma em amor que veio
Lá do outro lado do céu
Alguém derrama num papel
Novos poemas de amor
O vazio é um meio de transporte
Pra quem tem coração cheio"
Cheio de Vazio
Paulinho Moska
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Amor [De] Concreto
Amor [De] Concreto
Não existe amor em SP
Sai desse
cinza tão concreto
Vem - pra perto - cai dentro!
Vem - pro peito - Porto certo
Vem - pro peito - Porto certo
F.
BULA:
Criolo
Não Existe Amor Em SP
Não existe amor em SP
Um labirinto místico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você
Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu
Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus
[Sim, isso é um convite - o amor é importante, porra]
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você
Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu
Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus
[Sim, isso é um convite - o amor é importante, porra]
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Falácia Matemática [1+1=1]
Falácia Matemática [1+1=1]
Qual vida temos
Se a minha tens - e me deste a tua?
Apartados d'alma: nula... juntos - somamos = 1
F.
BULA:
[1+1=1]
Existe a falácia matemática que diz provar que 1+1=1. Mas é falácia [se tiver paciência confira no link: http://mathforum.org/library/drmath/view/57110.html].
Entretanto, "uma vida juntos", "uma vida a dois", não é uma falácia. É a matemática da vida real. A própria expressão, tão corriqueira, nos dá a equação: uma vida a dois - são necessários dois para se fazer uma vida, sendo assim, 2=1, logo 1+1=1.
É claro que isso pode ser facilmente desmantelado e ridicularizado matematicamente, é quase como afirmar que 1 laranja + 1 melão = 1 abacaxi. Mas não estamos falando de matemática, laranjas, melões ou abacaxis, estamos falando de amor, oras!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Salvaguarda
Salvaguarda
[S]eparados lançam-se
[O]lhares ao mar: deserto - regresso
[S]em vida - às últimas - esperanças
F.
[S]eparados lançam-se
[O]lhares ao mar: deserto - regresso
[S]em vida - às últimas - esperanças
F.
BULA:
S.O.S
• • • – – – • • •
"dit dit dit dah dah dah dit dit dit"
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Náufrago
Náufrago
1. Indivíduo que naufragou.
Naufragado em
deserto
Aperta-me o
peito não ter-te perto
Parto - peço:
inunda-me com teus excessos
F.
BULA:
...E toda fortaleza é inútil se não há a quem proteger
Assim como meu peito é vazio
E sem propósito
Sem o rosto
E a pele cálida
Ocupando
O vazio
Do deserto
Que me habita...
Náufrago(a)
1. Indivíduo que naufragou.
2. Aquele que sofreu ruína.
3. Infeliz, decadente, arruinado.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Náufraga
Náufraga
Aferra-te ao
meu colo
E ancora
tuas mãos ao meu peito:
Desafoga em
mim este mar que te revoltas
F.
BULA:
...E quando tudo estiver de ponta-cabeça
Quando tudo for redemoinho íntimo
Mar revolto ou feroz ventania, não quebre - a cabeça
Recoste a sua ao meu peito - de tudo esqueça!
Lembre que este sempre será
Seu - e apenas seu - porto seguro... sua fortaleza
Náufrago(a)
1. Indivíduo que naufragou.
2. Aquele que sofreu ruína.
3. Infeliz, decadente, arruinado.
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